Crítica: Os Pinguins do Papai (Mr. Popper´s Penguins)

12 de julho de 2011 3 Comente Aqui!

Mais uma vez começo uma crítica de um filme estrelado por Jim Carrey (O Golpista do Ano), lembrando a todos do quanto gosto de seus trabalhos e lhe admiro profissionalmente. Em seu novo longa, Jim volta a ser aquele astro caras e bocas, mas parece que está em um papel que não foi feito pensado nele e que alguns momentos me lembrou bastante os filmes bobalhões que Adam Sandler (Esposa de Mentirinha, Golpe Baixo) adora protagonizar. Não é que seja um filme ruim, mas um daqueles que não impressiona, com furos no roteiro e feitos especialmente para que os pais ou padrinhos, como eu, forneçam a seus pequeninos uma diversão extra no fim de semana e sofram um pouquinho com isso.

O filme conta a história de vida do senhor Popper, um homem de negócios e que não viveu muito com o seu pai e por isso não sabe muito o que fazer na hora de lidar com as coisas importantes da vida e entre elas seus filhos. Curiosamente, de herança, ele recebeu do seu pai seis pinguins, que aos poucos foram transformando sua vida e lhe fazendo atentar para outras vertentes da vida. Seu apartamento até então muito cuidado e bem projetado, passou a ser uma espécie de parque de diversões e de certa forma passou a alegrar a vida de uma pessoa certamente ferida com o passado. Seus filhos agora gostavam de sua presença e seu modo de pensar estava mudado. Tudo graças as lições que os pinguins de certa forma haviam lhe ensinado.

A história é um pouco inusitada e trabalha fielmente aquela catolização que Hollywood adora impor perante o pensamento do real significado de família. Os erros de roteiro são nítidos e partem desde um vizinho que não consegue provar a existência de animais pelo prédio ou muito menos com o pensamento de que seria correto criar seis pinguins em um apartamento de Nova York. A atuação de Jim funciona e talvez seja o tom que faz com que as coisas saiam até mesmo melhor do que o esperado. As caretas e trejeitos estão lá como sempre estiveram em seus filmes, lógico que um pouco mais cansadas e envelhecidas. Os coadjuvantes não atrapalham, as crianças vão bem e Carla Gugino (Suker Punch, Rápida Vingança) e Clark Gregg (500 Dias Com Ela), apesar de pouco exigidos estão ali para completar a trama.

Fica então a dica de que os pequeninos irão gostar e que não considerei que seja um filme para a família toda assistir. Um filme para as crianças assistirem talvez seja a melhor conotação para a produção. Meu afilhado, de 4 anos, gostou bastante e confesso que o mais divertido de todo o filme foi viajar com ele nas trapalhadas dos pinguins e sentir o que é estar perto da família depois de ter me mudado de estado. Para mim foi um filme especial por esse motivo e se for algo similar para você, acho que que vale a pena arriscar, mas por sua conta própria, acho que pode encontrar algo melhor pelas salas de cinema.

Nota: 5,0


Trailer do Filme:

3 Comente Aqui! :

  • renatocinema disse...

    Respeito Jim Carrey em atuações que exigem dele talento e não apenas caras e bocas.

    Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança e O Show de Truman foram atuações perfeitas que mereciam reconhecimento.

    Essas produções infantis...são apenas para diversão, nada mais.

    A meu ver ele poderia intercalar uma produção séria com outra "light".

    Assim seria mais respeitado.

 
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