Crítica: Tekken & The King of Fighters

25 de dezembro de 2010 2 Comente Aqui!
Os filmes Tekken e The King Of Fighters tentam pegar carona no sucesso dos games e nos milhares de fãs das duas franquias para faturarem um pouco de dinheiro também dentro do cinema. Pena que ambas as produções nem de longe conseguiram reproduzir o encanto de suas obras poligonais, os fãs não mereciam trabalhos de tão baixa qualidade. O resultado foi simples, dois filmes fracos que foram parar direto nos DVDs quando mais uma vez hollywood deixou de respeitar as histórias originais que fizeram sucesso, transformando o enredo em algo confuso e banal.


Sou um dos inúmeros fãs de série Tekken que faz muito sucesso nos consoles da Sony, um jogo bem realista e que limita o número de "poderes" ou "magias" de cada personagem. Tekken tenta diferenciar cada personagem e seus estilos de luta ficam claros quando projetados na tela, os lutadores são únicos e tem suas personalidades bem destinas. O grande trunfo do jogo é ter um sistema de luta bem realista e onde nenhum dos personagens é um verdadeiro herói, é uma game com protagonistas renegados ou anti-heróis, cada pessoa simpatiza mais com um.

A história o filme foi ambientada em 2039, quando os melhores lutadores de todo o mundo vão competir no último e maior evento esportivo de todos os tempos. Depois das Guerras Mundiais terem destruído grande parte da civilização como a conhecemos, o restante dos territórios já não são administrados pelos governos, mas sim pelas empresas sendo que a mais poderosa é a Tekken. A fim de manter as massas dominadas, Tekken patrocina o torneio Punho de Ferro no qual os combatentes competem até a morte pela glória e para receber toda uma vida de estrelato e riqueza. Neste ambiente, Jin Kazana, um lutador de rua entra no torneio com o objetivo de vingar a morte de sua mãe.

Os erros da produção são graves a começar pelo enredo bem estranho, sem nexo e muito fora da realidade do jogo. Entre os absurdos destacam-se Kazuya matar Jun seu grande amor sem dó nem piedade, Heihachi Mishima virar um velho de coração doce e com princípios, para não esquecer de termos corporações dominando o mundo. Com alterações como essas além de ter um elenco fraco, com atores de 2ª qualidade tentando carregar essa obra já prejudicada pelos produtores não tinha como a coisa dar certo.

Jogar Tekken sempre vai ser divertido, e o grande trunfo na franquia é que no final das contas não tem nenhum santo, é um jogo de anti-heróis o que no filme mudou drasticamente e não ajudou o público a ficar cativado com os personagens principais do longa. Com certeza uma produção muito equivocada que assim como os seus antecessores Mortal Kombat e Street Fighter vai ficar na geladeira por um bom tempo até alguém pensar em adaptar de novo para o cinema. Mas também com a má vontade dos produtores fica difícil engolir um filme tão mal feito e achar que o público vai querer pagar para assistir ou alugar uma porcaria dessas, uma pena para os fãs da série.

Nota: 2,0


Trailer:

 


Depois de Street Fighter talvez o game de luta com maior quantidade de fãs seja The King Of Fighters (KoF), além de ter com certeza alguns dos fãs mais fanáticos. Um dos grandes motivos de sucessos da saga é o cuidado que os criadores tiveram de detalhar cada um de seus personagens disponibilizando fichas completas que contam o detalhe da vida desses incluindo hobbies e comidas preferidas. Um verdadeiro sucesso especialmente para os "cosplayers" (os fãs que gostam de se vestir como personagens de games e mangás japoneses), justamente porque estes se sentem mais ligados aos lutadores de KoF.

Em The King of Fighters - A Batalha Final descobrimos que Rugal (Ray Park), banido do torneio há 10 anos, está de volta! E desta vez, um novo trio de lutadores se formará para tentar derrotar Rugal, mais uma vez. O time é formado pelo poderoso e temperamental Iori Yagami (Will Yun Lee), a bela Mai Shiruzu (Maggie Q) e Kyo Kusanagi (Sean Faris).

Se em Tekken o problema com o filme já começou com os atores isso não pode se questionar tanto em The King Of Fighters. A produção foi atrás de pessoas como Maggie Q (Nikita e Duro de Matar 4.0), Sean Faris (Quebrando Regras), Will Yun Lee (Elektra, 007 - Um Novo dia Para Morrer e Witcheblade) e Ray Parker (mais conhecido como Darh Moul de Star Wars, tendo feito vários filmes de ação). Não tem ninguém muito famoso, mas tem pessoas do meio, bons lutadores e gente que poderia ter feito uma trabalho digno, mas o roteiro talvez seja um dos piores de todos os tempos.

A história da série dos games de KoF é uma das melhores e mais complexas que tem uma mitologia própria, onde os torneios são transmitidos para todo o mundo, fazendo com que alguns lutadores se tornem celebridades inclusive. Mas como sempre os produtores e roteristas de hollywood atacam novamente e mudam todo o ambiente que cerca o mundo de KoF, os absurdos são tremendos. O número de lutadores fica bem limitado, se nos games cada pessoa escolhe um grupo de 3 lutadores contendo mais de 20 disponíveis no filme não passam de 7. 

A caraterização dos personagens é bem pobre, olhando de 1ª ninguém consegue identificar quem cada ator representa na tela, os "poderes" e combos que são os pontos fortes dos games da série foram totalmente esquecidos. O maior absurdo foi fazer com que o torneio em vez de ser transmitido mundialmente passasse a ocorrer em outra dimensão (sério eu não estou brincando). Outras coisas bem decepcionantes são as modificações na vida de alguns personagens como Kyo não conhecer Iori, Iori paquerar Mai e a píor foi transformar Terry Bogard em agente do FBI!!!

Enquanto isso os fãs de games, especialmente os de luta esperam pelo dia que as produções de hollywood mostrem algum respeito e dignidade com os mesmos. Rezam também para que estes tenham boa vontade de fazer uma produção que seja coerente e tenha um pouco de qualidade. Mas enquanto esse dia não chega, fuja de filmes como esses, os "leigos" não vão gostar, já os fãs só vão ficar decepcionados ou irritados com tamanho descaso e por ter se arriscado a assistir filmes de tão baixa qualidade. 

Nota: 1,5 

Trailer:

2 Comente Aqui! :

  • Mateus Souza disse...

    É incrível como algumas mídias não conseguem ser adaptadas no cinema. Diferentemente dos quadrinhos - que deram super certo -, os games não conseguem se achar quando o assunto são os filmes.

    =]

  • Gustavo disse...

    TEekken n foi TÃO ruim, apesar de n seguir os personagens como são nos games, mas foi legal, principalmente as lutas. Já The King of Fighters...nunca fui fã do jogo, so conheci por causa de Fatal Fury

 
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