Crítica: Padre (Priest)

22 de maio de 2011 5 Comente Aqui!

Os sucesso de bilheteria de algumas adaptações, fazem com que o número de quadrinhos, que vão parar no cinema, aumentem demasiadamente nos últimos anos. A bola da vez é a aparição de Padre, que foi baseado na HQ de Hyung-Min Moo. Sinceramente, não consigo dizer que esse roteiro foi uma adaptação, pois a graphics novel do coreano é muito popular e bem conceituada. Apesar de nunca ter lido uma página se quer do enredo original, posso tranqüilamente dizer que mudaram muita coisa da realidade e terminaram entregando um daqueles filmes baratos e sem nexo que Hollywood faz no simples intuito de ganhar dinheiro.


Na trama criada, toda história se passa em um mundo alternativo e após muitos anos de batalhas entre vampiros e humanos. Os humanos acreditaram ter exterminado seus inimigos, mas um ataque a familia de um Padre, participante de um grupo especializado em matar vampiros, era a prova de que nada disso era verdade. Preocupado e ainda na esperança de salvar sua sobrinha, o Padre quebrou o seu voto religioso, encarou o alto clero e decidiu que sairia atrás dos vampiros.


Talvez isso já estivesse implícito para os mais conhecedores do cinema. Colocaram juntos novamente a dupla que fez parte do fraco Legião, que nunca chegou a estrear no Brasil devido ao seu fracasso pelo mundo afora. O primeiro deles é o diretor Scott Charles, que continua se mostrando muito limitado para assumir grandes produções e o segundo é o ator Paul Bettany (O Turista), que por sinal gosto muito, mas que em suas últimas aparições não esteve bem em cena. Somados a eles temos um elenco formado por Cam Gigandet (A Mentira) , que ao menos ao meu ver, é bom ator para interpretar vilões, sendo inexpressivo e sem graça quando interpreta mocinhos. Maggie Q.  não é uma atriz que atrapalhe o desenrolar da história, mas é um personagem mal entendido e nada diferente do que ela já faz em seu seriado, Nikita. Karl Urban (Red - Aposentados e Perigosos) é o que mais sofre com a falta de aparições de seu personagem e seu vilão quase não é visto no filme todo, sendo derrotado de maneira mais fácil ainda.


Não souberam chegar nem perto do potencial que poderiam. O vilão foi muito pouco apresentado e a forma com que as coisas aconteceram não permitiram a criação de uma afinidade entre espectador e personagens. Não sei se foi falta de orçamento, mas as cenas de luta são outras que não empolgam e a trilha sonora está bem aquém do grau de satisfação de alguém que goste de lhe reparar. Não posso me queixar dos cenários, que são muito bem feitos e dão o clima que a adaptação precisa para funcionar, mas o fraco roteiro é o que realmente estraga tudo, sendo previsível e até mesmo chato.


Não sei se fui muito rude com a produção, mas não é o filme que indicaria a vocês. Não se iludam com o trailer, pois tudo de bom que a película tem a oferecer, está nele.


Nota: 3,5


Trailer do Filme:

5 Comente Aqui! :

  • Dangelo disse...

    No dialogo dele com o monsenhor no minuto 1:24 teve uma perola tensa

    não é
    "Its the war I'll Fight?"
    É esta a guerra que eu lutarei?
    mas sim
    "This is the world I Fought for?"
    É esse o mundo por qual lutei?"

    ai o cara responde
    "Não, mas é o unico mundo que nos restou"

    Não confiem nessa legenda.

  • Equipe Cinema Detalhado disse...

    A impressão que tive foi que o próprio Paul Bettany não aprendeu com os erros do ano passado quando ele fez o fraco Legião que tem uma temática parecida...uma pena que esse filme saiu também com qualidade duvidosa.

 
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