Crítica de Seriado: True Blood Quarta Temporada

29 de setembro de 2011 0 Comente Aqui!


True Blood é uma das melhores séries da atualidade. Ninguém pode acusá-la de se aproveitar da onda de vampiros da atualidade causada pela franquia bem sucedida e mais açucarada de filmes de Crepúsculo, pois iniciou antes da estréia do cinema do primeiro deles. A série baseada livremente nos livros de Charlotte Harris sobre Sookie Stackhouse, a garçonete com poder de ler as mentes dos humanos na cidade de Bon Temps no Sul dos Estados Unidos que se envolve com os vampiros da região em especial o seu grande amor Bill Compton e o seu grande pretendente Eric Northman.



Spoilers moderados à frente:

A Quarta Temporada não é tão boa como as anteriores, mas garante bons momentos de gore, sexo e violência para quem quer um passatempo mais visceral. Após o final da terceira temporada, Sookie descobre no mundo das fadas, que além de ser descendente delas que o local não é bem o que parece. Esta fase inicial que abre a quarta temporada, onde Sookie fica presa neste local dura apenas o primeiro episódio quando ela retorna a Bon Temps, só que o tempo lá passou mais rápido e um ano havia passado na cidade e todos acreditavam que ela estava morta ou desaparecida.

Toda mudança de status quo em uma série é bem vinda e em um ano de desaparecimento de Sookie trouxeram: a saída de Tara para outra cidade e também assumindo uma nova identidade e ser bissexual, e o novo Rei de Louisiana ser Bill Compton, no lugar de Edginton que causou toda a repercussão midiatica negativa em relação aos vampiros na temporada passada. E é claro, Eric Northman é um dos xerifes de Compton, que tem papel importante nesta temporada, afinal o nórdico vinha crescendo na série desde o inicio como o contraponto ao bom Bill Compton, por ter o típico comportamento de um vampiro violento e manipulador.

Esta temporada aborda basicamente algo que não havia sido usado anteriormente que foi a bruxaria. É descoberto que em Bon Temps, existe um grupo de bruxas Necromancers, liderados por uma mulher chamada Marnie. Isto atrai a atenção dos vampiros que querem que estas atividades cessem, já que eles tem um passado trágico com as mesmas. Compton envia Northman para cuidar do assunto, mas ele aparece durante um ritual das bruxas, e o espirito de Antônia, uma bruxa que fora queimada pelos vampiros na época da Inquisição espanhola, surge incorporando Marnie lançando um feitiço em Erik, que perde a memória e foge e mais tarde, só para ser encontrado por Sookie. Cidade pequena é assim.

A temporada aborda outras questões paralelas como o terrível encontro de Jason com as panteras, o fim do relacionamento de Hoyt e Jessica, a trama de Sam Merlott e seu irmão, etc.. Mas o plot mais interessante e que domina a temporada e seu interesse é o relacionamento de Sookie com o desmemoriado Erik, que por estar numa posição mais frágil mostra seu lado mais humano, o que conquista a atenção da ex-garçonete e cria uma a ameaça a Bill Compton, que continua apaixonado.

Comparando esta temporada às demais, esta é a mais fraca, o que não quer dizer que seja ruim, afinal somos inundados de produtos de má qualidade. Mas notei muitas tramas subdesenvolvidas como a da trama de Jason e as panteras e outras completamente esquecidas até o final do ano. Talvez retomem os assuntos na próxima temporada ou simplesmente esqueçam aquele fiapo de plot solto como é muito comum em séries e revista em quadrinhos.  A verdade é que a complexidade de temas abordados em True Blood são variados para uma série de apenas 12 episódios.

O que importa é que é nessa temporada que vemos que o coração de Sookie Stackhouse não pertence mais exclusivamente a Bill Compton. Este agora tem que competir com Erik Northman, para o deleite das mulheres que torcem para o vampiro mau. Mérito do ator Alexander Skaarsgard, que conquistou audiência com o personagem. Agora é saber com que Sookie ficará...

Texto de Master Sidious - Blog Iniciativa Global

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