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Resenha de Filme: A Filha do Meu Melhor Amigo

30 de junho de 2013 0 Comente Aqui!


A Filha do Meu Melhor Amigo estreou mundialmente em 2011 no Festival de Toronto e somente dois anos depois aportou em solos Brasileiros. A dificuldade em encontrar uma distribuidora foi evidente e, mesmo sabendo que muita coisa boa passa despercebida por aqui, algumas vezes pode-se dizer que elas realmente conseguem identificar uma produção que não irá agradar ao público e que é mal realizada. Dois fatores são os chamarizes para que o público confira a obra: Julian Farino, diretor famoso por ótimas séries televisas do quilate de Roma e Entourage e Hugh Laurie (Operação Presente), o eterno Dr. House. O problema disso tudo é que no final da película nenhum dos dois justifica os quase noventa minutos de projeção.

A falta de criatividade é notável e a trama é muito batida. Várias são as produções que colocam em risco um relacionamento de amizade por conta de um "amor" inesperado. O pior de tudo é que todos os realizadores parecem estar cientes disso e aparentam total falta de motivação para atuar ou dirigir. Hugh Laurie. Hugh Laurie, por exemplo, passa o filme praticamente todo com um semblante arrastado de que está sendo forçado a atuar naquela produção. Que seu personagem passa por um momento complicado, todo mundo entende, porém, até nos momentos de alegria, um sorriso não aparece e o sentimento que transmiti que quem está entediado na verdade é o intérprete.

Essa dura crítica não cabe somente ao ator mais famoso da produção, mas para todos que sofrem desse mesmo problema e parecem estar no piloto automático. O roteiro além de batido e buscar sempre o caminho mais fácil ainda consegue ser confuso ao não conseguir, por meio de uma narração em off, determinar quem é de fato a pessoa que contará a história e se será uma história sobre a sua vida ou vida de sua ex amiga. A direção não se preocupa em elencar os fatos e atrair o público a se conectarem aos personagens e só consegue piorar a obra, que fica arrastada e entediante por muitos momentos.

O próprio romance que deveria ser o ponto chave da obra não convence e não transmiti a sensação de que se trata de algo literalmente verdadeiro. Já se sabe que não vai dar certo e que aquilo ao invés de amor é mais uma forma de irritar os outros. As piadas não funcionam e tudo não passa de uma grande perda de tempo. Uma das piores produções que podem ser conferidas em 2013 sem sombra de dúvidas.


Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Gênero: Comédia Romântica
Direção: Julian Farino
Roteiro: Ian Helfer, Jay Reiss
Produção: Anthony Bregman, Dean Vanech, Leslie Urdang
Fotografia: Steven Fierberg
Montador: Carole Kravetz, Jeffrey M. Werner
Trilha Sonora: Andrew Raiher, Klaus Badelt
Duração: 90 min.
Ano: 2011
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 02/08/2013 (Brasil)
Distribuidora: Europa Filmes

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